Godzilla (Gojira) - 1954


Todos nós conhecemos Godzilla, não é? Um calango de itu radioativo que acorda e destrói uma cidade.
Mas muitos não conhecem o filme de Godzilla. O primeiro. Ignorem aquele filme com Matthew Broderick e Jean Reno.
Este é o filme que deu origem ao gênero kaiju (monstro gigante) e praticamente ao gênero tokusatsu como um todo. Durante o filme, eu pensei em classificá-lo como os filmes de ameaças naturais, como Twister e Volcano. Mas durante o filme, percebi que não dava, não é um desastre natural.
Vamos ao filme, então. (Sim, vou comentar o filme todo, então todo o artigo é um spoiler gigante.
E desculpem as fotos com má qualidade.



Primeiro, vejam a música tema do Godzilla: http://www.youtube.com/watch?v=PDeU42u2s2Y
Agora sim, para o artigo! NANANANANANA KA-PAAAAN!



A história começa quando um navio no meio do Oceano é atacado pelo próprio mar. O navio perde contato com a base, e os familiares começam a ficar preocupados. Enquanto isso, somos introduzidos aos nossos protagonistas, o jovem casal Ogata Hideo e Emiko Yamane. Ogata é um oficial da Marinha, e graças aos incidentes, tem que cancelar um encontro com sua amada.



Outro navio explode em alto-mar. Recebe-se a notícia de que alguns sobreviventes foram achados no oceano, e estão sendo levados à ilha Oto. Porém, o barco sofre o mesmo destino que os já citados.Ninguém faz ideia do que tenha causado esses eventos, mas a teoria mais aceita é a de um vulcão submarino (mostrada em recortes de jornais).


O estranho é que a cena a seguir não faz muito sentido. Eu tive que pensar muito (após rever a cena umas 2 ou 3 vezes) pra entender. Eu acho que mostra uma praia da ilha Oto, que aguardava os navios com os sobreviventes. Mas recebem um sobrevivente apenas, que diz "Um monstro...!" 


Os habitantes da ilha começam a ter problemas, porque a principal fonte de alimento (e provavelmente de renda), a pesca, não estava dando nenhum resultado. Um dos velhos chatos da vila começa a dizer que foi culpa do Godzilla. Como todo velho chato de vila, ninguém acredita nele e acha que ele está biruta.



Um helicóptero chega na vila com alguns repórteres, atrás de informações sobre a falta de peixes na região e se isso está relacionado com os ataques aos barcos. Eles entrevistam alguns moradores, mas sem muito progresso. 



Durante um festival, um dos repórteres pergunta ao velho sobre Godzilla. O velho, por sua vez, diz que nos tempos antigos, quando a pescaria era pobre, eles sacrificavam garotas para que Godzilla não os devorasse. ...eu ia fazer alguma piada, mas melhor deixar passar. O velho explica que o ritual que está sendo executado naquele momento é a única coisa que sobrou das antigas tradições. Ainda bem que eles não sacrificam garotas mais.
...espero.
...


Continuando, durante a noite, acontece um terremoto. Mas não é um terremoto qualquer, ao que parece. Um rapaz sai de casa a fim de ver o que é, e toma a decisão correta, porque pouco depois sua casa é destruída.




Então nós voltamos pra cidade, onde está ocorrendo uma reunião para reunir depoimentos dos moradores da vila da ilha de Oto, e a opinião de um paleontologista chamado Kyohei Yamane. A propósito, Kyohei é pai de Emiko, a jovem que citei no começo da história.
Enfim, o professor Kyohei cita as pegadas de um "homem das neves" no Himalaia, e que é um mistério a se resolver. E assim como o "homem das neves", a Terra ainda tem vários segredos a serem descobertos.
Concordo com ele. Eu ainda não sei como o campinho da Turma da Mônica consegue ser TÃO grande.





Então, o professor Kyohei pede uma equipe para investigar sobre o incidente na ilha. Ele consegue apoio, e leva ainda a filha e o seu... namorado, acho. O oficial da Marinha Ogata. Inclusive, Ogata diz que está surpreso ao ver o Dr. Serizawa na despedida do navio, e que o Dr. não tinha o costume de sair do laboratório.
Sim, ele é um personagem importante. Com um visual like a boss.


Não falei? LIKE A BOSS. Qualquer um parece durão e estiloso com um tapa-olho.
Ou pelo menos escondendo o olho de alguma forma, tipo a Tia.


Enfim, eles chegam na ilha, e já vemos os estragos causados. E a equipe vai investigar. O professor descobre que há sinais de radioatividade na água, e manda os habitantes não beberem mais aquela água.



Um pouco mais de pesquisa, e o professor conclui que o buraco em que estão é, na verdade, a pegada da criatura. E mais, a pegada contém traços radioativos.
Legal é ver que mesmo depois de registrarem traços de radioatividade, o povo fica atrás dos cientistas, e alguns dos pesquisadores estão sem proteção. Depois ficam doentes e não sabem o que foi, vou te contar.



O alarme é soado na vila. Estrondos altos e repetitivos são escutados. Os pesquisadores vão ver do que se trata, e os habitantes, como não tem medo de nada, vão junto.
...sério, eles não tem medo de nada, só pode.
E nós vemos...

SIIIIM!


Nosso amigo Godzilla aparece, dá um "Oi" pra galera, e vai embora cuidar da sua vida, e deixa o pessoal fugir.


Pegada do Godzilla




O professor Kyohei começa a expor alguns estudos sobre o calangão que viu na ilha. Ele explica que durante o período Cretáceo, surgiu uma criatura mista entre os répteis marinhos e as criaturas terrestres. E que está convencido que na ilha há uma criatura desse jeito.




O professor também explica que ele sobreviveu comendo organismos de um específico nicho no fundo do oceano. Mas atividades radioativas experimentais recentes podem ter alterado drasticamente o seu hábitat. Inclusive, diz que provavelmente uma bomba atômica que causou isso.
...será que... nah.

O assunto chega nos jornais, e consequentemente, na boca do povo, na TV Jangadeiro.
...
Apenas fortalezenses mais antigos irão entender. Acho.




Enfim, são criadas e organizadas frotas anti-Godzilla para jogar bombas no mar para impedir que o calango de Itu radioativo saia do mar pra destruir a cidade de Tokyo, fazer vários filmes, ganhar uma estrela na Calçada da Fama, e vender brinquedos.


O professor Kyohei é contra matar Godzilla, porque ele acha que é uma criatura fascinante e merece ser estudada.
E sabe o que é pior? Faz sentido. Nunca tinha parado pra pensar em quantas descobertas poderíamos fazer estudando o velho Gojira. Porque, pensem bem: ele é um dinossauro que foi mudado por meio de radioatividade. Ele tem realmente muita coisa a nos ensinar.
Como por exemplo, como suportar fantasias de borracha super-quentes.




Então, durante uma festa em um navio aleatório, é visto o nosso colega Godzilla.
Normalmente, as pessoas tentam fugir correndo... Mesmo sabendo que estão no meio do mar.
Enfim, as coisas começam a piorar, já que, ao que parece, aparições do Godzilla tem ficado mais frequentes.

O professor Kyohei é chamado pra uma reunião com os governantes pra saber se já tem alguma maneira de matar o Godzilla. Obviamente, o professor fica chateado, porque quer manter o bicho vivo pra estudá-lo, e argumenta que não dá pra matar Godzilla, porque ele tomou doses gritantes de radioatividade e ficou vivo mesmo assim. O professor diz que a prioridade é descobrir o porque de o bichão ainda estar vivo.

Então nós temos um diálogo entre Ogata e Emiko, que começa a jogar algumas luzes sobre Serizawa. Ficamos sabendo que por causa da Guerra o Dr. Serizawa ganhou um arranhão no rosto. Também sabemos que Emiko tem Serizawa como um irmão mais velho desde a infância. O filme praticamente prepara o terreno pra um personagem que terá profunda importância na história.

Um repórter aparece pedindo pra Emiko apresentar o Dr. Serizawa a ele, pra fazer uma matéria pro jornal em que trabalha. Ogata diz que tudo bem, e que poderá falar com Serizawa pessoalmente.
Agora, esse é um ponto interessante. Ouvimos falar muito de Serizawa, lançaram poucas luzes sobre ele, agora temos mais perguntas: porque ele é tão importante? Que assuntos Ogata tem a resolver com Serizawa? Isso de certa forma, te mantém mais interessado em continuar a assistir o filme. (Fora, claro, ver Tokyo ser destruída por um calango de Itu radioativo. Calma, já já chegamos lá.)
Emiko aceita, mas quer falar com Serizawa antes de tudo.




Emiko leva o repórter até o Dr. Serizawa, que aceita ser entrevistado. Serizawa diz ao repórter que nunca revelou a ninguém sobre seu projeto. O repórter rebate dizendo que um jornalista na Suíça encontrou com um cientista Alemão que disse que esse projeto seria uma mão-na-roda pra matar o Godzilla, isso quando o tal projeto estivesse terminado. O repórter tenta pegar mais informações sobre o projeto, mas Serizawa se recusa a falar mais sobre ele. Então o jornalista vai embora.

Emiko tenta descobrir o que é o projeto, e Serizawa diz que é estritamente confidencial, e que sua vida depende disso.
Então ele leva Emiko pra ver o projeto.
...ok, já que eles se conhecem desde pirralhos, e são quase irmãos, faz sentido.

Serizawa leva Emiko para seu laboratório, mostra um aquário com peixes, bota uma bolinha dentro do aquário e liga uma máquina. A máquina começa a fazer uma zuada irritante, o que mostra que provavelmente é movida a esquilos.




O Dr. Serizawa coloca a máquina pra funcionar, e pelo sorrisinho de Emiko, podemos concluir três coisas:
1-A máquina tem um efeito cômico
2-Ela ainda sente uma pequena atração pelo Serizawa
3-Atuação ruim. Ou... Tempo corrido a ponto de não poder refilmar a cena e deixaram como estava.

Eu não apostaria no primeiro, porque a reação que Emiko faz depois não é lá muito agradável...



Emiko volta pra casa e... Agora que parei pra pensar, aquele carinha não é o carinha que tava na ilha, e até deu depoimento? Porque ele tá morando com a família do professor Kyohei? Qual a história dele? E se ele não for o carinha da ilha, QUEM RAIOS É ESSE CARA?



Enfim, tudo parece muito bem, muito tranquilo. Passos estrondosos são escutados.
O professor conclui: "Godzilla está voltando." Já podem dizer "YOU DON'T SAY?".



O Exército tenta atrasar o Godzilla usando armas de festim. Obviamente, não causam nenhum efeito no nosso amigo réptil.
As pessoas começam a fugir para os abrigos ao som de uma belíssima trilha sonora.
É sério, a trilha sonora desse filme é uma das coisas mais lindas que já vi desde o dia em que provei panqueca!





Professor Kyohei tenta passar pela polícia, mas é barrado. No entanto, diz pro policial dizer pro comandante dizer pra Dona Florinda que o Quico mandou dizer que o Seu Madruga mandou dizer que não é pra usar luzes no calango, ou ele irá ficar muito zangado.




Nessa imagem não dá pra ver, mas ali está o calangão e o almoço... Digo, as pessoinhas correndo ali embaixo.





A partir daqui não há muito o que comentar, apenas o Godzilla destruindo a cidade, os humanos tentando fugir e atirar nele sem sucesso, blablabla...
Legal que eles mostram pouco de Godzilla, mostram o pé esmagando, um close de seu rosto com um trem na boca... Algumas vezes vemos seu corpo de longe. Uma tentativa de nos fazer sentir como os habitantes se sentiam na cena.
...e acaba. Infelizmente a cena é curta. É, quase não tivemos ação até agora.

Então o exército cria um plano pra matar Godzilla eletrocutado. Vão evacuar os habitantes da costa, e construir uma cerca elétrica feita com postes de energia pro lagartão.








Enquanto isso, continuamos com a sub-trama (não muito bem explicada, diga-se de passagem) do casal protagonista: Emiko e Ogata. Ogata diz pra Emiko que vai pedir permissão ao pai dela (provavelmente pra casa)
Ah, claro. Tem um dinossauro radioativo descontrolado que pode voltar a qualquer momento pra destruir uma cidade de papelão e todos os habitantes do país estão trabalhando pra fazer uma arma poderosa o suficiente pra tentar retardar o bichão porque ele é praticamente imortal (que não morre no final) e a única coisa que o cara pensa é em se casar. Lógico!
...
...se bem que poderia ser algo como "vamos nos casar antes de morrermos, pra morrermos juntos".
...AINDA NÃO É UMA EXPLICAÇÃO BOA! Vá ajudar, você é um maldito oficial da Marinha, pelo amor de Deus!


Mas o velho Kyohei não está com cabeça pra tratar sobre o futuro de sua filha, porque o governo ainda quere matar Godzilla.
Ogata diz que concorda com o governo.
...vish. Agora que ele não casa mesmo.



Ogata dá seus argumentos, que são rebatidos pelos já citados de Kyohei (como uma criatura pode estar viva depois de tanta carga radioativa, etc)
Kyohei fica com raiva e manda Ogata nunca mais voltar.
...ok, essa cena ficou beem forçada. Faltou emoção, Kyohei falou muito facilmente, sem sentimento. Não pareceu realista. Mas eu não sei bem como eles atuavam no Japão dos anos 50, então posso estar cometendo um erro.
De qualquer forma, falou emoção. Não só por parte de Kyohei, mas também de Emiko e Ogata.

Ogata pede à Emiko pra falar com ele de novo (não fica claro se é com o professor ou Serizawa), e é interrompido por um anúncio na rádio.
Espero que seja Godzilla, quero ver papelão explodindo.

E sim, é Godzilla que se aproxima! Que venha a música-tema épica!

Ok, a música é épica, mas confesso que é quase cômico o começo (mudando algumas notas) e mostra cenas do Godzilla na água. Lembra os desenhos dos Looney Tunes, não sei porque.







Godzilla chega na cerca feita com postes de eletricidade,, enquanto os militares atiram feito loucos.
Nada demais, porque Godzilla apenas sopra seu... vapor atômico, que faz com que os postes derretam.
Interessante que o urro que ele dá depois desse ato realmente dá a entender que ele ficou BEM bravo dessa vez, você chega a dizer "vish, lascou".
...por favor, alguém diga que disse isso, não posso ser o único. D:
Continuando.
























Godzilla continua tocando o terror e destruindo a maquete. Novamente, só isso acontece agora, então sem muita coisa a comentar. Só algumas coisas:
1-Godzilla matando gente, muita gente. Com o bafo atômico. Cruel, mas não tão gráfico (creio que por causa das limitações da época)
2-Carrinho de bombeiro caindo em stop-motion. Ri de canto.
3-A fantasia do velho calango de pertinho e se movimentando. Bem interessante.
4-Pé do Godzilla na mesma cena das pessoas correndo. Creio eu que tenha sido feito de uma maneira semelhante à do King Kong. (Não lembro com exatidão se foi feito com chroma-key ou não, perdão. Se eu achar informações, edito.)

Nós temos, durante isso, uma cena onde engravatados discutem os estragos enquanto recebem as informações em tempo real, o que dá um certo toque de realismo, de certa forma. Daí voltamos pro que realmente interessa, ver um cara numa fantasia de borracha (ou seja lá qual material que foi usado) destruindo uma cidade de maquete. (Que são muito bem-feitas, diga-se de passagem.)
E... Essa cena.


Repórteres corajosos estão em uma torre registrando todos os feitos de Godzilla. Uma atitude meio idiota, ao meu ver. Claro, as pessoas devem saber o que é e devem gravar pra mostrar ao mundo... Mas façam isso com alguma segurança, por favor.



Ah, os espertos também usam fotos com flash. Preciso dizer que isso não teve um resultado muito bom?







Aviões bombardeiam contra Godzilla, e o professor Kyohei vê toda aquela cena com um profundo ódio.
Até que, finalmente, Godzilla volta ao mar.

Tokyo está totalmente destruída. Um cenário de pós-fim do mundo.




Várias pessoas são mobilizadas pra ajudar os feridos, e verificados se há algum vestígio de radiação.
É bem interessante o clima que o filme nos dá. É um clima familiar, desconfortável, e bem realista, lembrando um pouco os problemas que os países enfrentam depois de algum desastre natural, como terremotos e tsunamis. Mas nesse caso, para nós, o público, há uma coisa a mais. Não foi exatamente uma catástrofe natural. Foi algo movido pelos pecados humanos, pela guerra, pelo mau uso da ciência.





Devo dizer que essa cena quase me levou às lágrimas.






Ok, passada essa cena... Emiko diz que não aguenta mais, que tem que falar sobre Serizawa. Ela finalmente conta a Ogata sobre o projeto de Serizawa pra matar Godzilla.


Em um flashback, Emiko nos mostra o que aconteceu naquele dia (e que, na mente dela, ela não deu nenhum sorrisinho).


Serizawa coloca uma bolinha (aparentemente de cobre) dentro do aquário, e essa bolinha começa a soltar bolhas. Em pouco tempo e seguido por uma música sinistra, os peixes viram esqueletos, até não sobrar mais nada.

Aquela bolinha é um Destruidor de Oxigênio. Os peixes morreram por asfixia, e os restos deles foram destruídos.

Serizawa conta que dedicou a vida estudando uma forma de criar o Destruidor de Oxigênio, e durante essa pesquisa, descobriu uma forma de energia desconhecida.
Outra informação útil: um pouco daquilo na água, poderia transformar a Baía de Tokyo em um cemitério.
Sua desculpa é que ele atua apenas para a pesquisa científica, mas Emiko rebate "E se alguém usar suas descobertas para um fim terrível?"
Serizawa concorda, e completa que quer achar um fim que beneficie a sociedade com sua descoberta, por isso não revelou nada ao repórter. E mais, que quer ter certeza de que suas descobertas serão destruídas com ele na sua morte. Emiko promete que não vai contar pra ninguém sobre o projeto de Serizawa.

Claro que Emiko acaba quebrando a promessa, e se sente mal por isso. Ogata tenta consolá-la. Dito isso, ambos vão ver Serizawa.

Ogata pede a Serizawa pra usar o Destruidor de Oxigênio, e Serizawa diz aquela velha história de "não faço ideia do que você está falando". Emiko diz que quebrou a promessa, Serizawa diz que deve recusar, etc. Ogata pergunta o que está errado em usar o Destruidor, e Serizawa corre pro laboratório.

Serizawa pega uma caixa, Ogata tenta tomar dele, e há luta. Emiko aparta os dois, mas não ficamos sabendo como ocorreu exatamente (porque a câmera ficou atrás o aquário), mas depois vemos que Ogata está caído, e Serizawa o ajuda a se levantar.




Serizawa explica que não quer que sua arma seja usada contra Godzilla, porque políticos do mundo todo iriam ver a arma em ação. Então seria "bomba vs. bomba, mísseis vs. mísseis, e então uma superarma para superar todas as outras! Como um cientista, não, como um ser humano, não posso deixar isso acontecer!"

As negociações, se é que pode-se dizer assim, continuam, até que é mostrado na TV (que pode ser um Transformer, pois se ligou sozinha) a destruição e os feridos causados pelo Godzilla. Tudo ao som de uma música que eu não sei porque não legendaram, seria algo que provavelmente desse um clima à cena e ao filme como um todo.






Serizawa se sente incomodavelmente tocado, e desliga a TV antes que comece a chorar. Por fim, ele diz que Ogata estava certo, e que seria a primeira e última vez que usaria o Destruidor de Oxigênio. Pra garantir, queima seus arquivos.





No dia seguinte (eu suponho) navios são levados até a Baía de Tokyo pra usar o Destruidor de Oxigênio.
Serizawa pede a Ogata uma roupa de mergulho, pois só tem um Destruidor, e não quer que falhe. Ogata diz que Serizawa é louco e que vai junto com ele, pois Serizawa não tem nenhuma experiência debaixo d'água.
...e só agora vi que tenho vários parágrafos começando com "Serizawa".


Destruidor de Oxigênio

Seriz... Ogata e Serizawa descem na água com o Destruidor, e ficam procurando Godzilla. É uma cena um tanto longa e demorada, mas mantém um certo suspense.


Eles finalmente acham o Godzilla, e Ogata sobe, mas Serizawa fica lá. Pelo rádio, Ogata tenta se comunicar com Serizawa. Este, por sua vez, responde que o Destruidor funcionou. Ele diz "Sejam felizes, vocês dois, adeus!" e corta o tudo de ar.



Godzilla aparece pra dizer "Té mais, galerê!" pela última vez.


Ok, agora sério. É um urro longo e sentido, você vê que foi posto esforço pra que Godzilla parecesse um animal, e não fosse só um monstro.
E então, Godzilla morre.


O repórteres comemoram a vitória sobre Gozilla, menos o professor Kyohei, Ogata e Emiko... E aquele carinha que nunca saberemos quem é.



E Kyohei faz um discurso que eu insisto e colocar aqui.
"Não posso acreditar que o Godzilla era o único sobrevivente de sua espécie... Mas, se continuarmos fazendo testes nucleares, é possível que outro Godzilla possa aparecer em outro lugar do mundo, de novo."
Eles saúdam Serizawa, e o filme acaba.



Então esse foi Godzilla. Valeu a pena?
Bom... Eu diria que sim. Não é exatamente um filme bom, mas não é um filme ruim. Ainda assim, tem alguns méritos.
As atuações são péssimas, mas algumas se salvam. Porém, Serizawa era um personagem mais complexo e que requeria mais esforço, o que não foi bem isso que aconteceu. Kyohei provavelmente é o que atua melhor e ainda assim há momentos em que não parece real.
Os efeitos... São bons, para aquela época. Não vou dizer que foi um avanço, porque coisas parecidas foram feitas antes (maquetes e etc), mas o lance da fantasia foi algo legal. Não é bem um avanço, é mais uma opção a mais.
Godzilla fez sucesso o suficiente pra ganhar uma continuação e o resto é história. Não é um filme ultra-épico, mas é um filme clássico e merece ser assistido, sem falar nas lições ecológicas um tanto quanto... Explícitas, mas sem parecer idiota.

Meu conselho? Assista Godzilla, merece ser visto.




















Um comentário:

  1. Imagine a raiva de Serizawa no outro mundo
    ao ver Godzilla ainda vivo 60 anos depois sendo
    aplaudido pelos americanos. Se matou por nada!

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