O Conto de Natal do Mickey




Esse é basicamente um curta que foi exibido antes dos longa-metragens Disney, mas que ganhou um status além disso com o passar do tempo, assim como os outros 2 curtas lançados nesse período, O Príncipe e o Mendigo e Runaway Brain.


E com bons motivos, é um especial curto de 20 minutos, bonitinho, tocante, triste, encenado pelos personagens da Casa de uma forma bela e competente. Perfeito pra assistir numa maratona de desenhos natalinos na manhã de Natal do SBT com os primos e os tios.

Isso é, se ainda tivéssemos essas coisas, hoje isso tudo me parece apenas um passado distante quando o Natal era um imenso evento na família e eu ganhava brinquedos de Natal.

...perdão, eu divaguei.



Então, vamos dar uma olhada mais de perto nessa coisinha linda.





A história é a que vocês já conhecem, BLUBRLBRULB Ebenezer Scrooge LEBUEBLAEUBAEA velho sovina, BLUABELAEUBA Espíritos do Natal, EBLKEUBELKUABEA Deus abençoe a todos.




Por ter 20 minutos, é ainda mais corrido que a versão de 38, obviamente; e corta UMA PANCADA de coisa. No entanto, são coisas totalmente dispensáveis pra duração que temos, e o que nos é apresentado é suficiente pra construir Scrooge, incluindo o momento chave onde ele se torna um velho lazarento que só usa máquina automática com moedas amarradas em cordões.


O roteiro é bem básico, mas ainda assim temos características marcantes de certos personagens, em especial o Pateta e o dos Fantasmas. Que não ficam muito tempo na tela, mas são o suficiente pra dar o toque pessoal de cada personagem na história. Fora isso, não tem exatamente muita diferença das outras versões, fora os já mencionados cortes e a pressa da história.





No entanto, o que falta em história sobra em arte. Eu não sei se era o estilo característico da época ou se foi de propósito, mas eu AMO como os contornos tem um toque meio aguado às vezes, como se fosse de fato uma ilustração de um livro. O cenário acompanha o tom e... Rapaz, é uma das coisas mais bonitas que eu já vi em uma animação.

Não são estupendas ou groundbreaking, mas são extremamente competentes em entregar aquilo que prometem e a complementar o contexto, e isso é algo que eu posso apreciar muito.





Esse era o tempo que começou a se desenvolver o redesign dos personagens da casa, que perduraria até o final dos anos 2000 (quando começaram a fazer aquela série nova do Mickey com aquele design HORRIVELMENTE CAGADO em 2013), mas que continua até hoje em material promocional, materiais de festinha, e que serviu de base pra Casa do Mickey Mouse no Disney Junior.

Então sim, é (na minha opinião) o melhor design dos personagens e que se sustenta muito bem. Eu falo mais em detalhes sobre isso quando for a hora.



E outros personagens Disney também fazem aparição, como os personagens de Wind in the Willows, Vovó Donalda e o Gansolino, Margarida como a paixão juvenil de Scrooge (que é erradíssimo em vários sentidos, especialmente pra quem conhece Dora Cintilante), Lobo Mau e os Três Porquinhos, e alguns personagens secundários de Robin Hood. Sustentando a idéia de que o House of Mouse é basicamente um ponto de encontro dos atores que interpretam os personagens nas animações depois do trabalho às sextas-feiras, e que esse curta nada mais é do que uma peça que eles fizeram voluntariamente a fim de destinar os lucros da mesma para os pobres.

É 1 da manhã enquanto eu escrevo isso e eu ainda não tomei meu leite com cereal, entendam.





E esse especial ainda fica melhor por tratar a história do jeito que ela merece, até criando imagens extremamente tristes, como Mickey Mouse chorando a morte de seu filho.

É!!


Digo, existem níveis de tristeza. E existe "MICKEY MOUSE CHORANDO A MORTE DO FILHO" de tristeza. Eu acho que hoje isso não seria permitido. Na verdade, muita coisa não seria permitida hoje, como a sequência do Natal futuro.

E é uma das cenas mais tocantes já feitas, se você não consegue sentir nada durante a cena, assiste de novo porque assistiu errado.
Ou você é só um sacripanta cujo hobbie é derrubar castelos de areia e incendiar mendigos com desodorante e isqueiro.
PTÚ! PTÚ, eu digo.

E eu os pouparei da imagem do Mickey com lágrimas nos olhos, porque é Natal. Se quiser ver, veja o curta. A essa altura cê já deveria ter aberto uma aba do KissCartoon procurando esse desenho.

Enfim, essa é mais uma ótima adaptação. Obviamente o tempo de duração é criminalmente curto, mas aproveita cada segundo pra ser memorável e genuinamente divertida, além de passar os pontos principais da história até melhor que a versão de 38. Definitivamente vale a pena assistir ritualmente todos os anos.


E lembre-se, se você se sentir um merda, um fracassado, mesmo tentando dar 110% de si em algo, lembre-se de que O Conto de Natal do Mickey perdeu um Oscar para Sundae in New York, provando que não é de hoje que os caras da academia tem alpiste e moedas de 100 cruzados no lugar do cérebro.

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