O Retorno de Mary Poppins


Como vocês sabem, eu AMO Mary Poppins. O filme da Disney, isso é. Eu nunca li os livros e não vai ser tão cedo que o farei, ainda tem muito livro de Oz pra eu ler. Enfim, eu poderia divagar infinitamente sobre como o filme original é uma pérola e praticamente perfeito, mas eu escrevi um artigo inteiro (provavelmente um dos mais longos que eu já escrevi, aliás), bem como o filme sobre a história de como o filme foi feito, então eu vou poupar vocês.
Hoje.

E vocês também sabem como eu tenho medo da Disney refazendo os filmes clássicos recentemente. Não que remakes sejam algo necessariamente ruim, alguns remakes acabam melhores e/ou mais conhecidos que o original, como Scarface, Operação Cupido, Entrando Numa Fria e Os Dez Mandamentos. Mas os rumos que essas produções Disneyanas tavam tomando só provavam que ninguém se importava com o produto final, contanto que o marketing convencesse o público a pagar pra entrar num cinema.
Não garantia que eles ficassem até o final, no entanto.

Mas pouco a pouco os re's foram melhorando. Cinderella, Mogli, Pete's Dragon são ao menos assistíveis, todos tem algo diferente que os torna únicos, mas também tem algum respeito pelo original. Não é sem seus problemas, mas isso é assunto pra outro dia.

O Retorno de Mary Poppins é um dos filmes que eu absolutamente não esperava que fizessem, já que a chance de errarem a mão de maneira catastrófica era tão provável quanto o YouTube desmonetizar um vídeo por motivo nenhum.

O dia chegou, Mary Poppins Returns estreou, eu assisti.

A sensação que eu tive ao final era de que o universo estava em equilíbrio.

Rudolph's Shiny New Year



De todas as datas que tem especiais, o Natal é o maior deles. Recentemente tem aparecido mais especiais temáticos de Dia de Ações de Graças, e Dia dos Namorados/São Valentim tem aos montões em séries de TV. Os feriados que ainda são esquecidos são a Páscoa e o Ano-Novo.

Na Páscoa as emissoras ainda podem passar filmes bíblicos, Hop, The Easter Bunny is Coming to Town, e Noé de 2014, que só rivaliza com o argentino El Arca no quesito "vamos irritar o maior número possível de cristãos e não-cristãos ao mesmo tempo".

No ano-novo quem que representa o fim de ano? Renato Aragão?

Foi pensando nessa situação que Rankin-Bass produziu o especial de ano-novo com Rudolph, porque é necessário tirar o máximo possível desse personagem rentável até a Era do Wii.

Aquaman (2018)


Quando eu era um moleque adorável, gordo, cheio de sonhos, esperança e vitalidade, eu adorava ver desenho antigo. Especialmente porque era basicamente isso que passava no SBT, qualquer coisa que a Hanna-Barbera tivesse feito e que fosse barato. Pepe Legal, Maguila o Gorila, Tutubarão e o que mais pudesem botar pra tapar buraco daqueles minutos finais antes de ir pra programação local.

Um dos desenhos que passava era Os Superamigos, que ainda tinham muito daquele clima brega dos anos 60-70. Se me perguntasse qual meu herói favorito naquela época (que não fosse o Superman) provavelmente seria El Dorado e os Supergêmeos. Mas quando eu comecei a estudar entretenimento (num curso de quadrinhos há 8 anos atrás) eu passei a gostar do Aquaman, que conceitualmente era um personagem bad-ass. Mas na internet ele era uma punchline, porque era "o cara que fala com os peixes". Até Sunny Entre Estrelas mencionou por cima, eu lembro que o gordinho loiro listava coisas que ele gostava e não gostava, e uma das que ele não gostava era o Aquaman.

Enfim, aparentemente depois dos Novos 52 o personagem voltou a ter mais respeito, no reboot escrito por Geoff Johns. Eu li na época e achei sensacional, embora os Novos 52 foi provavelmente o que me fez rapidamente perder o saco pra acompanhar quadrinhos de heróis. Hoje eu só leio encadernados e quadrinhos de comédia.

Agora que a DC tá tentando correr atrás do prejuízo moral que Zack Snyder fez com Homem de Aço e Batman vs Superman, Aquaman faz por merecer?

Rudolph: The Movie


Alguém já disse que "um filme realmente ruim é aquele que tu não consegue lembrar nada dele". Ou algo assim. Eu ouvi isso em algum vídeo que eu vi esses dias, eu não vou lembrar agora. De qualquer jeito, é verdade, o propósito de um filme é ser lembrado, seja porque ele tem algo importante a dizer, ou por ser incrivelmente divertido, ou porque ele te faz sentir coisas que de outra forma seria difícil.
Ou porque tem que vender brinquedo, material escolar e tampas de privada, também serve.

Mesmo quando o filme é tecnicamente bom, ele pode falhar por simplesmente não ser memorável. Claro que alguns filmes são tão ruins que deviam ser enquadrados como violação dos Direitos Humanos, como o remake de Bela e a Fera e The Cat in the Hat. Mas ao menos esses filmes foram competentes em ser uma absoluta desgraça que acabaram sendo fascinantes, e que podem até servir futuramente como base pra não fazer uma adaptação.

O filme de hoje cairia no esquecimento, se não fosse sua identificação com uma história popular: Rudolph: O Filme.

Archie e Seus Mistérios: O Fantasma do Natal


Durante toda a minha vida eu fui feito de doido pelo pessoal da minha idade ao lembrar de coisas que eles não lembram, como o alfajor da Turma da Mônica e Archie e Seus Mistérios. Absolutamente NINGUÉM da minha idade lembra dessas coisas, o que me faz pensar que o Efeito Mandela é real.
Enfim, temos aqui a segunda encarnação animada de Archie, cujo episódio de Natal consegue sintetizar a proposta da série e aplicar ao Natal de uma forma interessante, mas familiar.

Tou falando aqui do episódio de O Fantasma do Natal (ou seja lá como se chamava na dublagem; a versão brasileira desse desenho provavelmente tá no sótão da Jussara Marques). Sim, mais Archie, eu vou continuar a enfiar essa franquia goela abaixo de vocês enquanto tiver millenial procurando por coisa de Riverdale e meu amor pelos personagens continuar. Vai por mim, tem MUITA coisa daora ligada ao ruivo de sardas e sua sorte com mulheres.

É NATHAAAAAAAAAAL e esse é um daqueles episódios que poderiam passar no SBT numa daquelas tradicionais maratonas onde os primos se reúnem pra passar a noite na casa da avó, mas ninguém mais vê TV hoje em dia. Só nostálgicos, solitários, e gente que não pode pagar uma TV a cabo.

Então que seja eu o arauto dos bons tempos, adiante.