O Legado de Tio Walt - Parte 2: Em Busca de uma Identidade


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Enquanto o estúdio de animação procurava entender e como prosseguir com o legado de Walt Disney, o departamento de live actions continuava a todo vapor, produzindo mais live actions por minuto do que o McDonald's consegue fazer sanduíches. 


Obviamente que nem todo os live actions são dignos de nota, e outros eu quero falar sobre suas séries em particular no futuro. Mas a relação entre animação e live action ainda teria alguns frutos, como veremos nessa parte. 

E começemos pelo último filme em que Don Bluth participou na Casa do Rato, Pete's Dragon (também conhecido em Canoa Quebrada como "Meu Amigo O Dragão"). 





A história conta sobre um moleque que tem como melhor amigo um dragão feito de celulose e tinta guache. Ele foge de sua família adotiva abusiva e vai parar numa cidade costeira, onde é acolhido por Helen Reddy e o vigia baixinho de Uma Noite no Museu. Após causar confusões na cidade porcausa de seu dragão, logo a história se espalha e sua família adotiva vai atrás dele. Mas há também um charlatão vendedor ambulante de remédios que quer o dragão pra fazer remédio com as partes dele. Pete precisa convencer a Helen que seu dragão é real ao mesmo tempo que precisa fugir de tanta gente que quer fazer mal a eles. 

Esse filme é basicamente a quintessência do que se pensa quando alguém fala em "live action Disney". Ele mistura animação e imagens reais com uma maestria incrível, e obviamente tem sequências musicais tanto animadas e chocolatantes, quanto músicas mais tristes e lentas. Mas é um filme incrivelmente brega. 


Ele é muito o que se espera de um filme açucarado pra crianças: fácil de assistir, divertido, mas às vezes acaba se empolgando demais e ficando um pouco... Estranho. É um pouco complicado pra descrever, mas tem um excesso daquele sentimento de que tudo é perfeitinho e ensaiado, de uma forma que não é tão bem mesclada na história. 


É um musical bobo, mas é um bom musical bobo. A atuação de Pete é um pouco esquecível, mas Mickey Rooney faz um excelente trabalho como o velho tolo local, mas ao mesmo tempo ele quer o bem da sua filha e de Pete. Nora é a personagem mais bem escrita, agindo como mãe de Pete. Ela sabe da história toda com o dragão, mas finge que acredita no momento pra poder cuidar do guri, mas quando é confrontada com a perda de seu noivo, ela perde um pouco dessa fé, e a forma como eles conseguem linkar as duas coisas e a atuação de Helen são tão bem executadas que ela se torna o melhor personagem do filme. 

Isso é, depois de Dr. Terminus, o vendedor charlatão. 


De longe, o personagem mais divertido do filme, e que se diverte durante o filme. O típico vilão vaudevilliano, sua lábia de vendedor se mistura a sua vilania e é um resultado incrivelmente divertido. Ele mexe sua capa, ele sorri, tem toda a expressão gestual... É um ator que sabe o que tá fazendo. 


Mas mesmo assim, é um filme desnecessariamente longo e que acaba não sendo tão memorável quanto deveria. É o tipo de coisa que dá pra ver de vez em quando, mas em vários momentos cê vai sentir vontade de avançar o filme pra ir pras partes divertidas. E talvez quando chegue, nem valha tanto a pena assim. 


Se tiver sem nada pra fazer qualquer dia, vale a pena uma olhada descompromissada. 


Durante a produção, o estúdio pediu a Bluth e sua equipe pra fazerem quase 280 metros de animação. Eles gostaram do trabalho e aumentaram o pedido pra mais de 500 metros, sem aumentar o orçamento e nem o prazo. A equipe entregou o projeto, mas levaram uma bronca por passarem 75 mil dólares do orçamento. Provavelmente nesse momento Bluth simplesmente olhou pros seus superiores e mandou um "ah pronto".

Outro fato é que o diretor do filme, Don Chaffey, queria que Bluth dividisse os créditos de direção, mas o estúdio não permitiu isso, já que maior parte do filme era live action. Esses dois motivos (além do mencionado na última parte, sobre a cor dos olhos dos personagens) foram a gota d'água pra que Bluth e Goldman deixassem a Disney e fossem produzir seus próprios filmes, após usarem as seis semanas de folga que o estúdio lhe devia por horas extras pra trabalharem em Banjo, the Woodpile Cat. 





Mas ei, sabe do que a Disney precisava na época? Um filme de suspense, que causasse uns sustos, mas não o suficiente pra traumatizar crianças porque né. Quando o co-produtor do filme fez o pitch pros executivos, Ron Miller (que, se você se lembra, era genro de Walt e CEO da empresa) disse que o filme "Poderia ser o nosso Exorcista". 

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CLARO, PORQUE NÃO? COMO ISSO PODERIA DAR ERRADO? 

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E aí? Deu errado? 
...surpreendentemente não, Watcher in the Woods (conhecido na terra de Mussum como Mistério no Bosque) é surpreendentemente bom. 


A história começa quando uma família se muda pra uma mansão numa cidadezinha do interior. Mas além da dona da casa ser uma velha estranha com hábitos e maneira de falar peculiares, as filhas do casal vêem e ouvem coisas estranhas, e ao decidirem investigar descobrem um mistério do passado que toda a cidade quer esquecer. 

É um pouco difícil de falar desse filme sem dar nenhum spoiler. Não que seja fantástico, mas... É um filme de susprense pra crianças. Não é algo que se vê muito por aí. E é um BOM filme de suspense pra crianças, que realmente te deixa intrigado sobre o que aconteceu e como as personagens vão reagir. 

Os atores adultos fazem bem seu trabalho, sendo os típicos adultos com um passado que preferem esquecer, traumatizados; mas ao mesmo tempo alguns tão bem dispostos a ajudar as crianças a resolver isso de uma vez por todas, enfrentando seus próprios demônios. 

As crianças... 

...é. 


É aquela atuação meio engasgada, às vezes a guria mais velha tem uma entonação aguda demais que pode acabar irritante, mas o resto meio que compensa, a personagem age de uma forma que a estranheza se mistura no resto do filme. Não se sente destoado nem fora de lugar. 

A filha mais nova é uma graça, e curiosamente não é uma criança irritante, e até consegue atuar bem em alguns momentos em que fica possuída pelo Observador. 

Oh sim, falemos do Observador. 


Durante todo o filme, há momentos onde vemos o ponto de vista do Observador. Não sabemos o que raios ele é, nem quais suas intenções, mas sabemos que ele segue a família, e pouco a pouco ele se aproxima mais e mais das crianças. 

É uma técnica narrativa fantástica e que funciona muito bem nesse filme, já que nós basicamente estamos com o algo desconhecido, acompanhando ele, mas não sabemos o que ele é ou o que ele pode fazer. É sensacionalmente intrigante. 


E sim, é um filme de terror/suspense pra crianças, mas nunca chega a ser violento, ou realmente assustador. De fato, na primeira exibição desse filme a platéia SE ACABOU EM GAITADA com o final, e o estúdio rapidamente teve que regravar o final com uma atriz desconhecida até hoje pra consertar o erro. 

Quando eu fizer a Batalha de Versões desse filme eu mostro. 

Ooooh sim, teve outra versão desse filme. Não feito pela Disney, mas baseado no mesmo livro. 




Enfim, se tu procura um filme pra ficar relativamente tenso com um mistério bem construído e um final... debativelmente satisfatório, ou mesmo introduzir alguma criança a um filme de suspense sem assustar ela, esse filme é uma boa pedida. A atuação é um pouco enganchada, mas como eu disse, acaba contribuindo pro resultado final. Os visuais também são fantásticos, sejam eles góticos/sombrios ou surreais e assustadores. Ambos funcionam perfeitamente pro que são propostos.

Se eu fosse reclamar de algo... Porque é pra isso que eu tou aqui, eu acho... Seria o final. É fraco demais. Claro, é uma melhora comparado ao final original, mas ainda assim... Fica muita coisa aberta e não te dá aquela sensação de satisfação. Não que um final vazio seja ruim, mas nesse caso... Ficou meio solto.

Ainda assim, vale muito a pena ver o "Exorcista da Disney".



Antes de irmos pro próximo filme, precisamos ir pro estúdio concorrente, a Paramount. 

Columbia e a Paramount (antes de ter vendido a alma pra Viacom) disputavam entre si pra ver quem conseguia os direitos de adaptação do musical Annie pra fazer um filme. Infelizmente a Paramount tirou o palitinho errado, e os caras fizeram uma reunião de engravatados pra decidir o que fazer. Um dos executivos sugeriu "olha eu sempre uso Toddynho pra afogar as mágoas, eu lembro de uma vez que uma guria no colegial-" e foi prontamente interrompido por uma mãozada tão forte na cara que ele perdeu a visão e foi agraciado com o apelido de Cotton Eye Joe. 

Um zelador que tava ouvindo a conversa falou "ow faz um filme sobre meu pai". 

Os executivos de meia idade com audição cansada então fizeram um filme baseado no Popeye, ignorando que a sugestão do zelador era uma biografia dramática sobre seu progenitor herói de guerra. Mas provavelmente a decisão foi tomada porque os direitos sobre o personagem pra TV estavam na mão da King Features Syndicate, mas Paramount tinha direitos pra botar o personagem no cinema, já que distribuiu os curtas clássicos de Fleischer. 


Enquanto isso, a Disney tava perambulando por lá, olhou o projeto e falou "ow massa, posso brincar também?", e assim nasceu a primeira parceria do estúdio com outro estúdio grande, o que até hoje é relativamente incomum. Durante sua História, sempre foi mais comum a Disney usar suas outras marcas, como Miramax e Touchstone pra fazer essas grandes parcerias. 


Então, o que temos aqui é não só a primeira vez que a Disney faz um filme com outro estúdio grande, o primeiro filme Disney baseado num desenho não-Disney, e o primeiro papel principal em um filme de Robin Williiams, que teria uma história incrivelmente interessante com o estúdio nos anos vindouros. 


Enfim, baseado nas tiras de jornal e nos curtas animados, Popeye conta sobre um marinheiro que chega a uma cidade portuária em busca de seu perdido pai. Lá ele encontra personagens como Wimpy, Olívia e sua família, e Brutus, o valentão local e basicamente prefeito da cidade. Olívia e Brutus estão prometidos em casamento pela terceira vez, mas obviamente Olívia não quer nada com o cara. Ela e Popeye acabam encontrando um bebê (Swee'Pea ou Gugu, na versão brasileira) e cuidam dele como um casal. E então descobrem que aparentemente o moleque tem poder de prever o futuro e... 

...sim, o plot atira pra tudo que é canto como uma minhoca suicida movida a Red Bull. 


Esse é um fator que acaba espantando muita gente, a história não tem um foco. Em um momento é sobre Popeye chegando na cidade e ninguém gotando dele por nenhum motivo aparente; em seguida é sobre Olívia não querer casar com Brutus; daí já vamos pro plot do Gugu e seu poder de previsão... 


Mas curiosamente, ao mesmo tempo em que o plot viaja por vários conceitos, ele tem uma narrativa linear. Brutus é basicamente o prefeito da cidade, e o casamento dele e de Olívia é benéfico pra sua família por motivos óbvios. Mas depois que Brutus desiste de esperar Olívia e quebra tudo, a família precisa de dinheiro, então Popeye entra numa luta de boxe com prêmio e Wimpy usa Gugu pra prever os resultados de corrida de cavalos. 


No geral, o filme se sente como se fossem três ou quatro curtas emendados um no outro, girando em torno do mesmo plot menor. Mas ao invés de esperar um filme de ação, ou com muitas piadas, ele é surpreendentemente calmo. 

Aparentemente é o estilo do diretor (que eu nunca ouvi falar na vida), de fazer filmes atmosféricos e lentos. E é um tom que combina com Popeye, ao menos em live action. Muito da graça dos desenhos e das tiras vinha dos personagens, em como eles eram cartunescamente exagerados. 


Aqui, eles não recebem muita tridimensionalidade (exceto talvez Olívia, que no começo é uma bruaca mas depois fica mais simpática), e nem é necessário. O elenco consegue fazer um excelente trabalho representando seus personagens nesse universo cartunesco, mas ao mesmo tempo realista. 

É divertido demais ver certos efeitos tipicos de desenho animado sendo feitos no mundo real (como o Popeye rolando ladeira abaixo como se fosse um pneu, ou a própria luta de boxe). 


Shelley Duval basicamente nasceu pra ser Olívia, dado seu porte físico de muriçoca e a capacidade de ser estranha, mas simpática. 

Digo, eu acho que ela tem essa capacidade. Esse é literalmente o primeiro filme que eu vi dela. Eu só lembro dela no Teatro dos Contos de Fada, mas ela só aparecia no começo de cada episódio, até onde eu lembro.


Robin Williams simplesmente mata como Popeye. Tanto a maquiagem e figurino ajudam a passar a impressão de que ele é realmente o personagem, como a atuação, dele é muito genuína. Ora raios, é o Robin Williams, um dos melhores imitadores que o mundo já viu, mas que também era legitimamente um excelente ator dramático.

Quando ele precisa ser cômico, ele é cartunescamente cômico, pululando e gesticulando com os braços como se quisesse arranjar briga. 
Mas quando ele precisa ser emotivo, ele consegue ser emotivo sem sair do personagem. De fato, uma das melhores coisas do filme é o próprio Robin Williams, que encarna todas as (poucas) facetas do personagem com uma energia ímpar. 


Wimpy consegue ser algo além do trapalhão gordo que só pensa em hamburguer, ao mesmo tempo em que consegue desenvolver um personagem preocupado em ajudar a família Palito. 

E Brutus é basicamente Bud Spencer com asma, mas consegue uma boa interpretação disso. Ele é realmente um cara que consegue se impor e meter medo, o que é ótimo pro personagem. 
Além disso, ele é grande... e largo... E também é grande... grande... e largo. 

...já que mencionei isso, falemos das músicas.


São o conjunto mais blé e maçante de músicas que eu já vi na vida. 
Elas conseguem transmitir bem a emoção da cena, cumprem seu propósito, mas são muitas vezes tão repetitivas quanto uma música do Lázaro Ex-Olodum. 

Não, mentira, músicas do Popeye ao menos tem algum propósito na repetição, ao contrário do Lázaro. Seja lá qual for... uh... tentar fazer que nem faziam nos anos 30...? Eu acho?
Enfim.


Embora as músicas sejam constantemente lentas e repitam demais palavras-chave, pelo clima do filme ser mais lento, eu não me importo muito. Eu gosto da cidade, gosto dos habitantes, gosto de como as coisas funcionam aqui. É quase uma versão fotorrealista das tiras de jornal, com a mesma lógica de mundo absurda, eu queria que a gente passasse mais tempo aqui porque eu quero conhecer mais desses habitantes, sobre o lugar, etc. 

Então, eu pessoalmente não me incomodei muito com a repetição. Faz parte do estilo meio brega e cartunesco que eles tentavam capturar.
Also, a versão que fizeram da música tema no final do filme é SENSACIONAL.


Entretanto, esse filme consegue irritar muita gente pelos mesmos motivos que eu citei. É lento, não tem tanta piada, e o final fica meio em aberto. E eu entendo completamente. 
Mas pra assistir esse filme cê tem que ir com a mente preparada pra receber muita coisa boba, mas também muita atmosfera e um ritmo mais lento, apreciando melhor a fotografia e os personagens. 

Talvez até assistir uns desenhos antigos do Popeye pra se preparar, sei lá. 



Se tu gosta de filmes mais lentos com mais peso nos personagens como... sei lá, os filmes do Miyazaki, mas ao mesmo tempo quiser um negócio bobo e cartunesco, assista Popeye que não vai se arrepender. 

Also eu AMO o design da vila e dos cenários como um todo.
Tão até hoje servindo de ponto turístico na ilha.


Continuando, um outro filme que foi uma co-produção com a Paramount, e que causou até controvérsia na época, devido aos temas maduros e clima sombrio geral. A fantasia medieval com o estreante "aquele cara que co-estrelou Mr. Bean: O Filme" e com Palpatine num papel menor, Dragonslayer. (Conhecido em Aracati com o título incrivelmente melhor de O Dragão e o Feiticeiro) 


A história conta sobre um feiticeiro que é chamado pra matar um dragão que há anos aterroriza uma vila, que se viu obrigada a oferecer as moças da vila como oferenda pra que o calangão não bote fogo em tudo. O mago aceita o trabalho, mas morre logo em seguida, deixando a missão ao seu jovem aprendiz, o maluco lá do museu de Mr. Bean. Assim ele começa sua própria aventura onde vai libertar o reino do dragão e blablabla. 


É um plot incrivelmente simples, se me perguntar. Mas funciona bem. 

Mas... Talvez a execução seja simples demais. Ou fraca demais, no primeiro ato. 



No primeiro ato vemos o mago e como ele é velho e basicamente fala por charadas. Do jeito que tu normalmente imagina magos velhos e incrivelmente sábios. Mas ele não é o protagonista, mas somos induzidos a investir nosso interesse nele, e não no seu aprendiz, real protagonista. Eu entendo e até gostei da decisão desse pequeno twist no começo, cria o clima de emergência e joga o aprendiz em uma missão difícil pra ele; é um desafio interessante. Mas é algo difícil de fazer sem que soe estranho, ou que tu se sinta meio traído. Eu ao menos me senti assim. 

Mas ao menos o resto do filme consegue se sair bem na narrativa. Os personagens são identificáveis o suficiente pra que torçamos por eles, a própria jornada do protagonista é interessante, a forma como a vila reage ao dragão e de certa forma ao próprio rei; é um mundo de fantasia simples, mas sólido. 

Entretanto... A narrativa pode ser lenta demais. 



E veja bem, eu nem digo isso de forma ruim. A narrativa é lenta mas funciona, é um mundo interessante pra se explorar, mesmo sendo um medieval bem genérico. Tem uma novelização do filme que conta com mais detlahes sobre como os magos criaram os dragões, por exemplo. É um mundo que dá pra explorar um pouco, talvez numa série de TV. 

Mas o ritmo do filme é bem mais lento do que o público hoje tá acostumado. Mas é ótimo, dá pra aproveitar melhor a direção de arte e fotografia, bem como os momentos de ação, que embora sejam empolgantes, ainda acabam tendo aquele senso de gameplay, onde tu para um momento pra pensar no próximo movimento. 



É genuinamente uma história interessante, mas por qualquer motivo... Não colou bem pra mim. Não sei se é porque eu realmente não gosto muito de aventuras medievais muito genéricas, ou se porque realmente o filme ficou um pouco antiquado. 

O único erro de roteiro que eu consigo pensar mesmo é o cara lá que era... Algum general? Eu nem lembro o que ele era, exceto que tinha um cabelão e um bigode horrível. Enfim, aparentemente ele queria que o lance de oferecer virgens pro dragão continuasse, mas... Porque? Nunca é explicado o motivo e eu nem consigo lembrar quem era o cara. 


O que se sustenta muitíssimo são os efeitos visuais. Não só os cenários, mas principalmente o dragão, feito pela ILM (Industrial Light and Magic, que surgiu num momento que um jovem cineasta chamado George Lucas criou no momento que percebeu que ninguém poderia fazer os efeitos visuais que ele queria pro seu pequeno filme, Zorra Total no Espaço), e é absurdamente incrível. 

O filme veio um ano depois de Zorra Total no Espaço: O Império Contra a Mamma Brusquetta, e a técnica de Go Motion (que permitia um stop-motion mais realista, com borrão de movimento) foi utilizada aqui tal qual foi usada nos andadores imperiais. Fora os vários modelos de dragão feitos, todos com um design interessante e ameaçador. 



Se tu gosta de filme de fantasia medieval (especialmente oitentista), eu acho que Dragonslayer é bem tua praia. Foi criticado na época por ser mais violento, sombrio, e até ter cenas de nudez em um filme da Disney, mas isso seria o início de uma nova marca pro estúdio. 

Mas isso é história pra outro dia. 

O estúdio começou a crescer, e desde então, não ia parar mais. Mas pra fazer isso, mudanças eram necessárias.


***
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